O processo de incorrupção de corpos é explicado pela ciência, e quando ocorre por causa naturais é chamado de Adipocere.Em alguns casos a não decomposição é devido a técnicas de enbalsamento, unidas a condições naturais.
O processo de adipocere acontece enterrando o corpo em locais com pouco oxigênio e muita umidade, como nas criptas e mausoléus. Durante o velório o corpo é coberto com um tule bem fino e de boa qualidade ou se lacra o caixão direto, assim moscas não conseguem depositar seus ovos no corpo o que faria eclodir as larvas que o devorariam. O ambiente úmido e com temperatura constante, além de uma certa alcalinidade na umidade devido as pedras ou cimento da cripta ou mausoleu, um caixão que permita passar essa umidade, mas não os seres decompositores, inicia-se assim um processo em que a gordura humana começa a se tornar lentamente um tipo de sabão, - exatamente como fabricavam sabão em épocas muito antigas. Essa substância protege os músculos, ossos e muitos orgãos internos do corpo. Além é claro da escuridão do local que permite uma boa fermentação continua em sem problemas.
Hoje é possível até mesmo proteger e conservar órgãos internos, com a ajuda, é claro, de um bom enbalsamador.
Casos curiosos acontecem com alguns "santos" da igreja católica, que supostamente têm seus corpos conservados, veja esse caso:
Santa Bernardette foi uma pastora que teve uma visão da Virgem Maria na cidade de Lourdes – Portugal. Morreu no convento de Santo Gildard, em Nevers – França, em 1879 sendo enterrada na cripta da capela. Em 1909, uma comissão encarreagada de investigar a santidade da religiosa, procedeu à exumação de seu corpo tendo como testemunhas um bispo e dois médicos. Os trabalhos no túmulo foram feitos por dois pedreiros e dois carpinteiros. Eles encontraram o corpo da Santa em perfeito estado. Uma freira, que assistira ao enterro, 30 anos atrás, notou uma única diferença: o hábito de Bernadette estava úmido.
Sepultada, foi novamente exumada em 1919 sob as vistas de testemunhas leigas e religiosas. Os médicos que examinaram o corpo escreveram: “Quando o caixão foi aberto o corpo parecia estar absolutamente intacto e sem nenhum odor post mortem. Não havia cheiro de putrefação e nenhum dos presentes experimentou qualquer desconforto”. Uma terceira exumação foi feita em 1923 e o cadáver encontrava-se nas mesmas condições. Desta vez, o corpo foi aberto (necropiciado) e os orgãos internos estavam flexíveis. Um médico escreveu: “O fígado estava leve e sua consistencia era praticamente normal”.
Mas não são somente santos que têm esse privilégio, casos já ocorreram em todos os lugares e com todo tipo de defuntos, um caso muito interesante é de uma criança sepultada em 1902, exumada em 1995 quando houve a mudança de cemitério.
Na verdade, como falamos no início dessa postagem, esses fatos ocorrem devido à condições naturais e/ou processos de enbalsamação, se dermos a esses corpos, aparentemente incorruptíveis o tempo suficiente e os removermos de condições especiais que retardam o processo de decomposição (como ausência de oxigênio, bactérias, vermes, luz, etc.), todos os corpos humanos e partes do corpo se desintegram.
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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
A arte de morrer e os carrascos desajeitados
Desde os primórdios da humanidade a morte é usada como castigo para diferentes crimes, isso ocorreu -e ainda ocorre - nos mais variados lugares da terra. Mesmo em países onde a pena de morte foi abolida, histórias de um passado sangrento nos mostram peculiaridades e histórias no mínimo curiosas dessa prática.
Acontecia muitas coisas grotescas durante e depois de uma execução, como na história de John Coffey: durante seu enforcamento a corda roupeu-se e ele cai no fosso, aprentou-se então com sangramento nos ouvidos; a corda roupeu-se mais uma vez. Na terceira vez o estrangularam, levando para isso doze minutos.
Em 1927, o carrasco de quatro homens em uma colônia britânica estava com tanta pressa, que liquidou com eles aos pares.O cirurgião descobriu que um deles gemia e arfava depois de o carrasco ter ido embora, resultado: todos os quatro corpos foram suspensos por mais quinze minutos, apenas para se ter certeza.
Histórias interesantes também rodeiam a guilhotina, o dramaturgo Somerset Maugham escreveu: "conta-se
O Dr. Joseph-Ignace Guillotin,
A morte por gás é menos suscetível a acidentes, mas não tem a menor graça. A guilhotina era o cumprimento preferível de um final prematuro. Sempre havia a chance remota de cuspir no olho do carrasco.
Fonte: [Os Grandes Desastres da Medicina; Richard Gordon, Ediouro 1997]
Acontecia muitas coisas grotescas durante e depois de uma execução, como na história de John Coffey: durante seu enforcamento a corda roupeu-se e ele cai no fosso, aprentou-se então com sangramento nos ouvidos; a corda roupeu-se mais uma vez. Na terceira vez o estrangularam, levando para isso doze minutos.
Em 1927, o carrasco de quatro homens em uma colônia britânica estava com tanta pressa, que liquidou com eles aos pares.O cirurgião descobriu que um deles gemia e arfava depois de o carrasco ter ido embora, resultado: todos os quatro corpos foram suspensos por mais quinze minutos, apenas para se ter certeza.
Os enforcamentos sempre proporcionaram para seus espectadores um "belo" espetáculo, porém sempre trazia riscos, como o de a cabeça saltar fora ou a corda arrebentar. Foi então que os americanos trouxeram a eletrocução, William Kemmler inaugurou o caminho em 6 de agosto de 1890 em Auburn, estado de Nova York. Dizem alguns que no começo as vítimas não morriam de imediato, apenas ficavam atordoadas, vindo a dar os últimos suspiros durante a necropsioa legal, realizada imediatamente após a eletrecução.
Em 10 de outubro de 1789 o médico, Dr. Joseph-Ignace Guillotin, inventou um dispositivo muito prático, que foi batizada em sua homenagem, a guilhotina. Na época, as execuções públicas eram eventos socias importantes na europa, os nobres eram guilhotinados, a ralé enforcada. Tudo era levado muito a sério, conta-se que a segunda rainha que o Rei Henrique XIII levou ao cadafalso, passou a noite anterior ensaiando.A guilhotina foi usada pela primeira vez em 25 de abril de 1792 e, caiu no gosto do público.
Histórias interesantes também rodeiam a guilhotina, o dramaturgo Somerset Maugham escreveu: "conta-se uma história de um médico que havia combinado com um homen que seria guilhotinado para piscar três vezes depois de sua cabeça ser cortada, e disse que o viu fazê-lo duas vezes."
O Dr. Frederick Gaertner relatou: "Imediatamente após a cabeça ter caído no cesto, eu me encarreguei dela. A expressão facial era de grande agonia,por vários minutos após a decapitação. Ele abria os olhos e também a boca, no processo de estupefação como se quisesse falar comigo."
A cabeça de Charlotte Corday, de vinte e quatro anos, assassino de Jean-Paul Marat, corou-se com indignidade quando mostrada à multidão. Um estudante de medicina espetou um escalpeto em uma cabeça recém decapitada e obteve uma careta como resposta. Uma cabeça jogada em um saco juntamente com outra, mordeu-a.
O Dr. Joseph-Ignace Guillotin,
"pai" da guilhotina
A morte por gás é menos suscetível a acidentes, mas não tem a menor graça. A guilhotina era o cumprimento preferível de um final prematuro. Sempre havia a chance remota de cuspir no olho do carrasco.
Fonte: [Os Grandes Desastres da Medicina; Richard Gordon, Ediouro 1997]
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